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WhatsApp para pacientes internados: por que o uso mais que triplicou em um hospital

Por Roberto Pinheiro · Publicado em · 6 min de leitura

Toda tecnologia para pacientes enfrenta a mesma barreira: se for difícil de começar a usar, ninguém usa. No piloto da MOARA na Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG), essa barreira ficou visível em números.

A MOARA começou em uma versão virtual própria. Em fevereiro de 2025, a Ala B passou a usar a versão pelo WhatsApp; em 18 de março, a Ala Pediátrica fez a mesma migração.

O que aconteceu com o uso

A média de pedidos por dia mudou assim:

  • Ala B: de 1,5 para 5,2 chamados por dia (cerca de 3,5 vezes mais);
  • Ala Pediátrica: de 0,9 para 4,3 chamados por dia (cerca de 4,8 vezes mais).

O relatório do piloto concluiu que a migração para o WhatsApp foi decisiva para o sucesso do projeto, porque reduziu a barreira tecnológica de forma significativa.

Por que o WhatsApp funciona no leito

  • Não exige instalar nada nem criar login: o paciente já sabe usar;
  • O acompanhante pode pedir pelo paciente, do próprio celular — essencial na pediatria e com idosos;
  • Mensagens escritas deixam o pedido claro para a equipe;
  • O paciente vê que o pedido foi recebido, o que reduz a ansiedade de “será que alguém ouviu?”.

Cuidados antes de adotar

Usar WhatsApp no hospital pede algumas definições de governança. As principais:

  • Use um número oficial do hospital, via WhatsApp Business API, e não celulares pessoais da equipe;
  • Defina o escopo: pedidos operacionais e informações de rotina, não orientação clínica;
  • Deixe claro na admissão para que o canal serve e o que fazer em emergência;
  • Alinhe com o encarregado de dados (DPO) a base legal e a política de privacidade do canal;
  • Defina quem encerra cada chamado, para que os indicadores de tempo sejam confiáveis.

E quem não usa celular?

Para pacientes sem celular ou com mobilidade limitada, a MOARA também pode funcionar como assistente de quarto por voz, como no Hospital São Lucas (BH). E a campainha continua lá para emergências.

Sobre o autor

Roberto Pinheiro é engenheiro de Controle e Automação pelo INATEL e fundador da Amiko Soluções, healthtech criadora da MOARA, concierge hospitalar digital e assistente virtual beira-leito. Saiba mais em Sobre a Amiko.

Perguntas frequentes

É seguro usar WhatsApp para atender pacientes internados?

Pode ser, desde que o hospital use um número oficial via WhatsApp Business API, limite o canal a pedidos operacionais e de rotina, e defina com seu encarregado de dados a base legal e a política de privacidade. O canal não deve ser usado para orientação clínica.

O paciente precisa instalar algum aplicativo para usar a MOARA?

Não. A MOARA funciona dentro do WhatsApp que o paciente ou o acompanhante já usa.

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